terça-feira, 27 de setembro de 2011

Congresso de Reconstrução da APES será em novembro

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Nos dias 5 e 6 de novembro, a cidade de Montanhas receberá o 14º Congresso da Associação Potiguar dos Estudantes Secundaristas, que será promovido em conjunto com a etapa estadual do 39º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Fundada em 1928, a APES já contou em sua diretoria com personagens importantes da política e do mundo jurídico. Érico Hackradt, que dá nome ao plenário da Câmara Municipal de Natal, foi o primeiro presidente da reconstrução, na década de 40, e o Vereador que apresentou os projetos de lei da meia-entrada e da meia-passagem. Moacyr de Góis, escritor, educador e professor, Secretário de Educação em Natal durante a realização do movimento de alfabetização popular "De Pé no Chão Também se Aprender a Ler", também fez parte da gestão da APES.

Para o Diretor Regional da UBES, Pedro Henrique, esse é um período muito especial para o movimento estudantil potiguar. "Após a realização de um grande e prestigiado Congresso da UMES, nos preparamos para reorganizar essa que é uma das principais entidades estaduais do país, que contribuiu para a fundação da UBES e legou à primeira gestão da entidade nacional dos estudantes secundaristas um presidente potiguar".

Congresso da APES será em Montanhas

O 14º Congresso da APES será realizado na cidade de Montanhas, localizada a 87 quilômetros da capital. Possui aproximadamente 12 mil habitantes, fazendo parte da Região Comercial de Santa Cruz. A entidade estudantil municipal será a anfitriã do Congresso.

Para o presidente da UMES, Whanderley Costa, esse será um espaço importante para discussão das pautas que podem unificar os estudantes potiguares. "Nossa expectativa é que o Congresso aponte para uma agenda capaz de unificar os estudantes do Rio Grande do Norte, como ocorreu em outros períodos, como na luta pela gestão democrática e pela meia passagem intermunicipal".

Eleição de delegados, participe!

Os delegados ao Congresso da APES serão eleitos para o Congresso da APES e para a Etapa Estadual da UBES, através da eleição do delegado por voto em urna. Escolas com até 1000 estudantes matriculados elegem um representante; de 1001 a 1500, 2 delegados; 1501 a 2000, 3 delegados e assim sucessivamente.

As eleições são cadastradas através do sistema eleitoral nacional do Congresso da UBES e pode ser acessado através do endereço http://www.ubes.org.br/congresso.

Cadastre sua escola e venha fortalecer a luta dos estudantes secundaristas brasileiros!

Fonte: Blog da UMES Natal

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Agora é UBES na veia, nas ruas e nas escolas do Brasil

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Que país é esse? O Brasil de hoje é o país que descobriu o pré-sal, que vai sediar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que já é a 7ª economia do mundo.Por outro lado, o Brasil de hoje é o país que tem as mais altas taxas de juros do mundo, o Banco Central Europeu tem uma taxa de juros 1,5%, com a crise, o Federal Reserve dos Estados Unidos desceu sua taxa de juros para 0,25%, enquanto a taxa de juros no Brasil desde julho é de 12%. E ainda, o nosso Brasil passa pelo risco de desindustrialização, conseqüência da valorização do real frente ao dólar que inunda o país de produtos importados. Esse é o Brasil que temos.

Para mudar o Brasil acreditamos nos sonhos e na rebeldia da juventude. Estas mudanças passam necessariamente por uma nova política econômica que aqueça a economia e valorize o mercado nacional. E a educação? A educação é a chave para o desenvolvimento pleno no país. Então... Juventude, rebeldia, educação e mudanças no Brasil são os ingredientes certos para sacudir as ruas do país. Isso é a UBES!

Na educação, percebe-se que universidade mudou de cara no ultimo período, são mais de 700 mil jovens de baixa renda que entraram nas universidades privadas,são novos campi de universidades federais no interior do país, são investimentos em infra-estrutura, pessoal e ampliação de vagas nas universidades federais também. Por outro lado, em que pese iniciativas como o FUNDEB, as novas Escolas Técnicas e Institutos Federais... A ESCOLA NÃO MUDOU!

Me parece que a escola pública brasileira parou no tempo, não reformou suas estruturas para ser capaz de dar resposta aos objetivos da Nação. Com o momento político propício ao desenvolvimento, haja vista a agenda de copa, olimpíada, construção de novas estradas, novas hidrelétricas, investimentos bilionários em estádios, produção de tablets no Brasil, não cabe mais a escola que temos.Na escola que temos, as salas de aula apertadas e sem infra estrutura refletem a dificuldade do professor em passar o conteúdo de forma adequada, que otimize o aprendizado. E essa é a realidade encontrada na maioria das escolas Brasileiras, maioria composta por uma base geográfica de arrebaldes, onde a violência não é uma situação exclusiva da escola. E neste contexto se dar a relação professor x Aluno.

Esse modelo de escola é incapaz de formar cidadãos, mão de obra qualificada e quadros para o desenvolvimento e intelectualidade do Brasil. Ora, mas não é exatamente disso que o Brasil precisa? A resposta correta para as necessidades do Brasil está na profunda transformação da Escola Brasileira. E é neste cenário que lançamos o movimento ao 39 Congresso da UBES: o movimento Tenho algo a Dizer!

Tenho algo a Dizer significa continuar batalhando para mudar radicalmente a escola brasileira, significa, para nós, construir o projeto Escola do Novo Brasil. É esse o nome que damos ao conjunto dos anseios e vontades dos estudantes para uma escola pública de qualidade e é na construção do maior processo de mobilização dos estudantes brasileiros, o Congresso da UBES, que vamos dar corpo e forma a este projeto. Vamos buscar a cada dia mais e mais apoios de diversos setores da sociedade, principalmente dos professores para construir a Escola do Novo Brasil.

A escola que queremos precisa de um ensino médio de verdade, que combata as distorções existentes hoje, delas a principal é a evasão de 45% dos estudantes! Para isso, o primeiro passo é ajustar o papel do ensino médio para que este nível de ensino cumpra a função de: aprofundar os conhecimentos básicos aprendidos no ensino fundamental, preparar os jovens para o ingresso na universidade, preparar os estudantes para uma formação cidadã, com novos conteúdos e preparar os jovens para o mundo do trabalho. Das muitas medidas que precisam ser tomadas o movimento Tenho algo à Dizer compreende que a mais imediata é uma reforma curricular que insira novos conteúdos no ensino médio, sendo imprescindível disciplinas pratica e teórica sobre o mundo do trabalho no ensino médio regular.

O modelo de escola que queremos precisar jogar a cada ano mais e mais estudantes no Ensino Técnico Profissionalizante, para nós pelo menos 30% dos jovens entre 15 e 17 anos deveriam estar no ensino médio integrado com o técnico profissionalizante. O Brasil precisa de um grande número de profissionais técnicos para ter sucesso em sua agenda desenvolvimentista e os jovens querem trabalhar desde cedo... O movimento Tenho algo a Dizer levanta a bandeira de 03 milhões de novas vagas no Ensino Técnico Público e compreende que o PRONATEC pode ser um importante passo neste sentido, sendo fundamental a aprovação imediata do PRONATEC no Congresso Nacional.

O que conseguimos desenhar até agora para o projeto Escola do Novo Brasil já demonstra uma mudança radical do padrão de qualidade da escola brasileira. Todavia, os elementos principais para esta mudança de qualidade estão na infra-estrutura e nos professores. Para o movimentoTenho algo Dizer está mais do que na hora do Brasil avançar no padrão de infra estrutura das escolas, sendo fundamental quadra e espaço de convivência em todas as escolas, salas maiores e infra-estrutura de tecnologia, como 01 computador por aluno e lousa digital. Tudo isso gira em torno dos professores. Com a profissão do professor desvalorizada como ainda está no Brasil é impossível chegarmos na escola que queremos. É preciso investir nas licenciaturas na universidade brasileira, sobretudo nas licenciaturas em química, física, biologia e matemática. É fundamental que os professores tenham acesso a formação continuada, cada vez mais professores precisam chegar ao mestrado e, isso tudo deve ser subsidiado pelo Estado. Além do mais, a chave para a valorização profissional está em melhores salários.

Para o movimento Tenho algo a Dizer não há antagonismo entre a escola que representa os anseios dos estudantes e a escola que representa os anseios dos professores, os objetivos são semelhantes demais. Em que pese, várias situações de violência escolar a resposta para as dificuldades sofridas na escola hoje não está na oposição entre professores e estudantes, pois é o sistema escolar ultrapassado que em alguns momentos nos colocam em posições diferentes. O movimentoTenho algo a Dizer vai buscar o apoio de cada professor, em cada sala de aula do Brasil para juntos construirmos a Escola do Novo Brasil.

O Plano Nacional de Educação - PNE 2011-2020 é estratégico para a conquista política da escola que queremos, pois define as diretrizes da educação brasileira para os próximos 10 anos. O movimento Tenho algo a Dizer herda as lutas e conquistas do movimento Arrastando toda a massa, assim, já surge no bojo das mobilizações pelas 62 emendas ao PNE apresentadas pela UBES, UNE e ANPG.

A principal pauta para criar as condições de implementação de tudo o que se defende neste texto é o financiamento. Por isso, o movimento Tenho algo a Dizer surge na construção da grande passeata da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) pelos 10% do PIB para Educação e 50% do fundo social do Pré-Sal para a educação, demonstrando que esta pauta não é mais só dos estudantes e sim da sociedade brasileira, dos estudantes, professores, dirigentes da educação, trabalhadores, empresários da educação... Todos juntos para a educação ser 10!

Tudo isso é UBES na veia, nas ruas e nas escolas do Brasil.

Anne Cristine Cabral
Diretora ME Secundarista / Jovens Cientistas UJS